Eram duas meninas, uma tinha cabelos negros e a outra cor castanhos, uma gostava de Blues a outra gostava de Rock and Roll, uma amava sair e se divertir, já a outra preferia escrever ... eram muitas diferenças , diferenças muito estúpidas e detalhosas , porém em grande quantidades.
Lembro-me que um dia uma delas me disse que talvez nunca falasse com a outra – a de cabelos castanhos – ela tinha tanta atitude pra uma garota de 16 anos – pensei.
A de cabelos negros não sabia da existência da outra, a de cabelos castanhos não se importava.
Certa noite, naquela rua muito movimentada, reparei que as duas estavam juntas e estavam sorrindo, mas como poderiam estar juntas se as duas diziam que ambas eram indiferente pra elas ? – me pergunto até hoje.
Naquela mesma noite eu avistei algo muito mais além do que vagas risadas, um beijo -não foi exatamente um beijo, pois beijos não duram 5 segundos , ou duram? – a principio achei extremamente estranho. Como duas meninas totalmente diferentes poderiam se beijar em uma noite tão linda?
O fato é que o tempo passou e lá naquela mesma rua todos os sábados a noite elas se encontravam. Passaram-se exatos 2 anos, até que algo pudesse impedi-las de serem felizes.
Em uma noite de sábado – as 8:47, exatamente a mesma hora que tudo começou- a menina de cabelos castanhos estava sentada naquele banco perto de uma arvore – cadê a menina de cabelos negros?- fiquei um pouco confusa ao perceber que ela não estava lá.
Algumas pessoas disseram –me que a de cabelos negros havia sofrido um grave acidente , mas eu nunca acreditei. A verdadeira historia foi que a menina de cabelos negros foi vitima de uma seria depressão se sentiu insegura, se sentiu frágil para continuar... ela estava com medo de não saber amar, e acabou se matando com medo de ver seu grande amor sofrer – que nesse caso é a menina de cabelos castanhos- mas ela acabou criando o próprio sofrimento de sua amada.
Fazem exatos 6 anos, hoje a menina de cabelos castanhos esta com 24 anos. E até hoje, - as 8:47 da noite- me deparo com ela naquela velha rua movimentada, acho que nunca irei ver prova de amor maior ...
- Gabriela Andrade

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